Em meio ao caos da guerra, enquanto o aço gritava ao se chocar e o chão bebia o vermelho da batalha, eu permanecia ali. Não para lutar, mas para transformar o horror em arte. Meus dedos dançavam onde outros tremiam, e do silêncio entre um golpe e outro nascia uma melodia capaz de calar até a morte. Cada nota era um desafio ao destino, cada acorde, um lembrete de que mesmo cercada pela violência, a alma ainda pode escolher criar beleza. Onde o sangue escorria, eu deixava ecoar música — e, por um instante, até a guerra aprendeu a ouvir.